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sábado, 17 de novembro de 2012

Comparações entre Excel e Calc



Quando falamos em aplicativos de planilhas eletrônicas a primeira lembrança que nos surge é o Excel. Embora seja o mais usado, o aplicativo da Microsoft não é o único existente, nem tão pouco o primeiro. Antes dele já tivemos Multiplan, Supercalc, Lotus 123 e Quattro Pro. Atualmente, nem é mais preciso instalar programa em seu computador para criar uma planilha eletrônica. O Google possui uma versão online para essa finalidade, trata-se do aplicativo Spread Sheets (spreadsheets.google.com). Mas, sem dúvida alguma, é o Excel quem se mantém no topo e tem como seu principal concorrente o Calc -  aplicativo que integra a suíte OpenOffice e suas versões BrOffice e Libre Office.  Visualmente os dois aplicativos são extremamente semelhantes, além de usarem formas idênticas para editar fórmulas e formatar células. Mas, claro, há diferenças entre as duas planilhas e que passamos a comparar a seguir.
Visualmente o Calc é bem parecido com as versões 2000 e 2003 do Excel. Mas, há uma série de detalhes que diferenciam os dois aplicativos. Começando pela quantidade de células. Enquanto uma planilha do Excel possui 256 colunas (isso ainda na versão 2003, a partir do 2007 são 16.384 colunas), o Calc apresenta planilhas com 1.024 colunas. A quantidade de linhas é a mesma, 65.536, considerando apenas as versões anteriores ao Excel 2007.

Referências Externas

Quando nos referimos a valores contidos em outras planilhas,  usamos operadores especiais, tanto no Excel quanto no Calc. Mas, esses operadores variam de um aplicativo para outro. Por exemplo, no Excel, ao digitarmos a fórmula =Plan2!A1, será buscado valor contido na célula A1 da planilha Plan2. Já no Calc, a mesma referência deveria ser informada com =Plan2.A1, usando o caractere "ponto" e não a "exclamação". As referências a outros arquivos também usam operadores diferentes. No Excel, são usados colchetes, e no Calc aspas simples. Então, ao digitar a fórmula =[Arq1.xls]Plan2!B3, o Excel buscará o valor contido na célula B3, da planilha Plan2, dentro do arquivo Arq1.xls. A mesma referência seria passada ao Calc da seguinte forma: ='Arq1.xls'#Plan2.B3.

Intersecção

Excel e Calc também variam os seus operadores de intersecção. No Excel usamos o espaço em branco. Já no Calc usamos o sinal de exclamação. Ou seja, ao digitarmos a fórmula =SOMA(A1:B4 B2:C3), o Excel somará somente os valores contidos nas células B2 e B3 comuns aos dois intervalos. O mesmo tipo de referência seria feita com =SOMA(A1:B4!B2:C3), no Calc.

Uso da Alça de Preenchimento

No Calc, assim como no Excel, a célula ativa apresenta um pequeno quadrado no canto inferior esquerdo -  chamado de Alça de Preenchimento. Ao posicionar o ponteiro do mouse sobre a Alça de Preenchimento o usuário verá um sinal de + . Ao clicar e arrastar  para direita, esquerda, para cima ou para baixo, o conteúdo da célula preencherá as células adjacentes. Ao preencher qualquer célula com um texto e usar a alça de preenchimento, tanto no Excel quanto no Calc, o resultado será o mesmo. Ou seja, o texto será repetido para as demais células. Caso o texto contenha um número no início ou no final, esse número será preenchido em sequência nas células vizinhas.

Algumas curiosidades quanto a este tipo de preenchimento

Suponha que no Excel o usuário digitássemos na célula C5 o texto Curso 1. Ao arrastar a alça de preenchimento para cima, preencheria as células C4, C3, C2 e C1, respectivamente, com os conteúdos: Curso 0, Curso 1, Curso 2 e Curso 3. Ou seja, o Excel não utiliza valores negativos para tal ação. Já o Calc preencheria as células com o valores Curso 0, Curso -1, Curso -2 e Curso -3. Isso vale para valores preenchidos acima e à esquerda.
Outra curiosidade sobre este recurso é que quando digitamos TRIM 1, por exemplo, e utilizamos a alça de preenchimento, o Excel preenche em sequência até o número 4, ou seja, TRIM 1, TRIM 2, TRIM 3, TRIM 4 e depois recomeça com TRIM1. É que o Excel entende que a palavra TRIM refere-se a TRIMESTRE, e como o ano só possui 4 trimestres, ele conclui como se estivesse usando uma Lista Personalizada, parecido com o que faz com meses ou dias da semana. A mesma regra vale caso preencha com os valores T 1 ou Trimestre 1, ou outros menores que TRIM 4. No Calc, a palavra TRIM é tratada normalmente como qualquer outro texto, sendo preenchida então como TRIM 1, TRIM 2, TRIM 3, TRIM 4, TRIM 5, TRIM 6... e assim sucessivamente.

Preenchimento com Números

No Excel, após digitar um valor numérico em uma célula e arrastar usando a alça de preenchimento, as células adjacentes serão preenchidas como o mesmo valor. O Excel simplesmente repete o número digitado. Caso o usuário queira apresentar uma sequência numérica, incrementando o valor naturalmente, um a um, basta pressionar a tecla CTRL ao mesmo tempo em que arrasta a alça de preenchimento. No Calc essa operação é inversa. Ou seja, ao selecionar uma célula preenchida com um valor numérico e arrastar com alça de preenchimento, o valor será incrementado nas células adjacentes. Se você pressionar a tecla CTRL, enquanto realiza esta ação o Calc irá copiar o valor para as demais células.

Preenchimento com Data e Hora

No Excel, ao digitar 8:30 em uma célula e arrastar com a Alça de Preenchimento para baixo, automaticamente as próximas células são preenchidas com 9:30, 10:30, 11:30. O incremento é de uma em uma hora. O Calc apenas repete o valor inicial.

Ao se digitar uma data do tipo 21/04/2012, os dois programas têm o mesmo procedimento: incrementam a data como 22/04/2012, 23/04/2012, 24/04/2012... Já no caso de uma data do tipo Mai/12, no Excel é entendida como mês/ano, o Calc interpreta simplesmente como um texto seguido de um número. Neste caso, o Excel preenche com Jun/12, Jul/12, Ago/12. Já no Calc, o preenchimento será Mai/13, Mai/14, Mai/15. Isso, se o usuário inserir espaços entre o texto e o número. Caso contrário, ele irá converter o valor de Mai/12 para 01/05/12.
Caso digitemos dois meses em células seguidas, por exemplo, na célula A1 digitamos Janeiro, na célula A2, Abril. Ao selecionar as duas células e usar a Alça de Preenchimento para baixo, o Excel calcula a diferenças entre esses meses e faz uma Progressão Aritmética. Assim, teremos A3=Julho e A4=Outubro. Ou seja, o Excel irá apresentar a série sempre de três em três meses, referente à diferença entre Janeiro e Abril. Já o Calc, simplesmente apresenta os meses subsequentes em relação à última linha, logo A3=Maio e A4=Junho.

Fórmulas e Funções

Basicamente, fórmulas e funções têm o mesmo comportamento nos dois programas. Por exemplo, ao editarmos na célula A1 a fórmula =B1+C1 e usarmos a Alça de Preenchimento para baixo, as células seguintes serão preenchidas com =B2+C2.

Auto Conclusão ao Digitar

Auto Conclusão é um recurso que os aplicativos de planilhas eletrônicas utilizam para preenchimento automático de células, baseado em um texto anteriormente digitado na mesma coluna. Por exemplo, se você tiver preenchido as células A1, A2, A3 e A4, respectivamente, com os valores Ford, Chevrolet, Fiat e Volks, ao digitar a letra F na célula A5, o Excel irá aguardar a digitação do segundo caractere da palavra. Se você digitar a letra "i", ele irá concluir a palavra Fiat, caso digite a letra "o", a célula será preenchida com a palavra Ford. Já no Calc,  considera a ordem alfabética crescente para preencher a palavra na célula. Vejamos, se o mesmo procedimento fosse realizado no Calc, seria preenchido com a palavra Fiat.

Fórmulas e Funções

Basicamente fórmulas e funções têm o mesmo comportamento nos dois programas. Por exemplo, ao editar uma na célula A1 a fórmula =B1+C1 e usar a alça de preenchimento para baixo, as células seguintes serão preenchidas com =B2+C2.

Auto Conclusão ao Digitar

Auto Conclusão é um recurso que os aplicativos de planilhas eletrônicas utilizam para preenchimento automático de células, baseado em um texto anteriormente digitado na mesma coluna. Por exemplo, se você tiver preenchido as células A1, A2, A3 e A4, respectivamente com os valores Ford, Chevrolet, Fiat e Volks. Ao digitar a letra F na célula A5, o Excel irá aguardar a digitação do segundo caractere da palavra. Se você digitar a letra "i", ele irá concluir a palavra Fiat, caso digite a letra "o", a célula será preenchida com a palavra Ford. Já no Calc, ele considera a ordem alfabética crescente para preencher a palavra na célula. Vejamos, se o mesmo procedimento fosse realizado no Calc, ele iria preencher com a palavra Fiat.


Planilhas eletrônicas Excel e Calc são temas recorrentes em concursos públicos, espero que tenha gostado das dicas e sucesso em suas provas. Até mais com novas dicas! 

Por Erion Monteiro
Fonte: Folha Dirigida


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Arquivologia tem ganhado destaque nas provas




Nos últimos meses, os concurseiros têm sido agraciados com a publicação de diversos editais de concursos, que vieram quebrar um período de “jejum” que já durava algum tempo. É hora de revisar todo o conteúdo já apreendido e complementar os estudos de algumas disciplinas que, porventura, não tenham recebido a atenção devida anteriormente.
Em meio às diversas disciplinas constantes dos últimos editais, cabe destaque para a Arquivologia, que já há alguns anos figura como uma das matérias mais cobradas. Ministério da Ciência e Tecnologia, Polícia Federal (Papiloscopista e Escrivão), Ministério da Fazenda, Anatel (nível médio e superior) e Ibama são alguns dos concursos em que a disciplina foi incluída no conteúdo programático. No caso do concurso do Ministério da Fazenda para o cargo de Técnico Administrativo, realizado pela Esaf, são 20 questões com peso 2, o que tornou Arquivologia, juntamente com Língua Portuguesa, a disciplina de maior relevância no concurso.
Com o advento da Lei n. 12.527, de 2011, conhecida como a Lei da Informação, e o Decreto n. 7.724. de 2012, que a regulamenta, os órgãos públicos tiveram de reforçar a sua preocupação com a organização e a gestão de seus documentos, já que o cidadão, agora mais do que nunca, têm o direito de acesso rápido às informações contidas nos arquivos públicos, o que pressupõe que a disciplina arquivística continuará presente e de maneira efetiva nos concursos dos próximos anos.
No que se refere ao conteúdo cobrado, destacam-se os seguintes tópicos:

1) Conceitos fundamentais de Arquivologia: aborda as definições básicas da área de arquivo. As questões trabalham o conceito de arquivo, suporte e documento, além de discorrer sobre a função e finalidade dos arquivos, suas classificações (públicos, privados, especiais, especializados, centrais, setoriais, corrente, intermediário e permanente) e a classificação dos documentos (quanto ao gênero, natureza do assunto, espécie e tipologia).

2) Gerenciamento da informação e gestão de documentos: é o tópico mais abrangente dentro do conteúdo programático de Arquivologia, já que a gestão de documentos envolve todos os procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos durante o seu ciclo de vida. Desta forma, o candidato deverá entender, em um primeiro momento, o que é o ciclo vital dos documentos (que abrange os estágios corrente, intermediário e permanente), e como utilizar a tabela de temporalidade, instrumento que permite controlar os prazos de guarda e o destino final dos documentos dentro da instituição, a partir de sua importância administrativa e histórica.

3) Protocolo: em linhas gerais, envolve as atividades que permitem controlar a tramitação dos documentos, desde a sua entrada/criação, até o cumprimento de sua função administrativa, permitindo à instituição prestar informações em tempo real aos usuários acerca do andamento do documento de seu interesse.

4) Preservação e conservação dos documentos: as questões envolvem os cuidados que devem ser tomados a fim de garantir que os documentos sejam mantidos em condições adequadas durante todo o período em que devem ser arquivados. Em geral, exige conhecimentos acerca dos fatores que concorrem para a degradação dos materiais acumulados nos arquivos e a forma de evitá-los.

5) Microfilmagem: é uma técnica que permite criar uma cópia fotográfica do documento em tamanho extremamente reduzido. O candidato deve identificar as aplicações e vantagens do uso da microfilmagem, bem como alguns procedimentos a serem adotados pelos órgãos públicos que utilizam este procedimento, a partir da legislação pertinente.

6) Legislação arquivística: em geral, a legislação arquivística é constituída por inúmeras leis federais, estaduais e municipais, além de decretos, resoluções e recomendações. O site do Conarq (http://www.conarq.gov.br) apresenta um compêndio de toda esta legislação. É importante destacar, entretanto, que apenas algumas destas normas são consideradas quando da elaboração das questões, o que só fica evidente com a análise de provas anteriores.

7) Documentos digitais / automação dos arquivos:  Este assunto tem aparecido nos últimos editais, provavelmente pela grande difusão dos sistemas informatizados de geração de documentos, que faz com que as instituições acumulem um grande volume de informações em meio digital. Cabe ao candidato entender os aspectos que envolvem esta nova realidade (validade legal e cuidados na preservação a longo prazo, por exemplo).

O estudo de Arquivologia, como o das demais disciplinas, requer um levantamento de provas e questões de concursos anteriores, que permitam identificar a forma como cada banca trabalha cada tópico. Existem diversos materiais disponíveis no mercado com questões separadas por banca, assunto e período, o que torna a vida do concursando menos complicada.
Considerando que todo órgão público acumula um grande número de documentos no seu dia a dia, podemos concluir que o conteúdo apreendido na disciplina arquivística servirá não apenas para o êxito do candidato nos processos seletivos, mas também o subsidiará quando do efetivo desempenho de suas atividades no cargo escolhido, em que as informações por ele produzidas e bem gerenciadas servirão para o registro da história nacional.

Por Elvis Corrêa Miranda
Fonte Folha Dirigida



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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Interpretação de Textos: algo de subjetivo no ar



Como lhes disse em um artigo pretérito, comecei a olhar com mais carinho os concursos de Tribunais. Antes, eu os via como desafios intransponíveis. Agora, continuo os achando difíceis, mas sinto que tenho como alcançar vitória neles. É claro que eu estou tendo que suar a camisa!
Daí, precisei dar maior atenção que dava antes aos conhecimentos de Língua Portuguesa. Gosto muito da matéria. Fiz cursos dela, mas não dava-lhe tanta ênfase como passarei a dar agora.
Notem bem que meu ponto fraco sempre foi interpretação de textos. Desde os primórdios em que comecei a estudar Língua Portuguesa, perco pontos que fazem diferença nos concursos nesse quesito. Já cheguei ao ponto de aceitar essa deficiência, tentando compensar no resto. E nesse resto, consigo ir bem, pois internalizei bem os conteúdos.
Ocorre que a concorrência nos concursos de Tribunais é tão apertada, segundo dizem, que essa questão de interpretação faz uma tremenda diferença na classificação final. Um amigo que já estuda mais de um ano para essa área diz que é possível perder umas 100 (cem) posições por causa de uma única questão. Fiquei assustada com essa revelação e resolvi enfrentar o meu calcanhar de aquiles!
Corrijam-me se eu estiver errada, mas minha dificuldade maior está em enxergar certo subjetivismo na elaboração do gabarito. Parece que o examinador coloca um pouco da própria opinião – algo que não está no texto – na formulação do mesmo. Com isso, nunca consigo adivinhar o que, segundo ele (a), o autor quis dizer. É isso mesmo, leitores? Gostaria de saber.
Em um dos cursos que fiz sobre interpretação de textos, aprendi que a primeira premissa básica para resolver as questões é não responder segundo sua própria opinião. Ou, então, não marcar a opção que seja fruto da sua própria conclusão. O correto seria cingir-se àquilo que está escrito. Tenho procurado fazer isso desde que a época em que comecei a estudar para concursos, mas confesso que a dificuldade persiste. Eu leio o trecho do texto, depois procuro relê-lo como um todo à procura da “voz”, do discurso dele. Ainda assim, eu erro as questões.
Como afirmei antes, posso estar errada. Pode ser que eu tenha problemas de leitura, algo que eu carregue desde a época dos bancos escolares. Realmente não sei. A única certeza que tenho é a de que precisarei me esforçar muito daqui para frente para conseguir melhorar minha pontuação.
O meio que encontrei para tentar evoluir nesse quesito foi a resolução de exercícios. Disponho de um livro muito bom de questões comentadas e separadas por assunto. Estou as resolvendo em casa. Afinal, a teoria que já li nos livros e assimilei nos cursos já me atenderam muito bem para resolver questões sobre tipologia textual (diferenciação entre texto argumentativo, dissertativo, descritivo, narrativo). No entanto, no meu caso, creio que resolver as provas seja a solução para aparar essa pequena e significativa aresta.

Por Raquel Monteiro
Fonte: Blog do Concurseiro Solitário



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