Pesquisar

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador William Douglas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador William Douglas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como ler as questões da prova - William Douglas

Certifique-se que você leu as orientações ao candidato. As orientações ao candidato são preciosíssimas que já esclarecem elementos importantes. Há até casos em que o candidato que não lê as orientações pode seguir um curso errado durante a prova. A melhor hora para lê-las é antes do início da prova. Mesmo que não permitam lê-las antes de correr o tempo de prova, leia-as com calma e atenção quando permitirem virar a prova. A relação custo de tempo x benefício de informação vale a pena.
Houve um concurso em que fui o primeiro colocado e a segunda colocada comentou comigo que teria sido a primeira se atentasse para as orientações ao candidato, que vedavam a redação a lápis. Além disso, falou que se tivesse tempo teria passado a caneta por cima, mas como não fez isso obteve zero em redação. Essa pessoa, hoje uma grande amiga, cometeu dois erros desprezando dois elementos que são contados para se aprovar ou classificar um candidato: leitura das orientações prévias ao candidato e controle do tempo.
Preste atenção às dicas abaixo:
a)Pré-leia o texto rapidamente (uma "olhada" geral, uma vista d"olhos rápida, que tira a ansiedade sobre o que caiu na prova). Cuidado para não começar a dar as respostas ou definir qual é a pergunta. Essa reação rápida pode ser equivocada e induzir ao erro. Apenas olhe a prova rapidamente. Nuca diga: "não sei esta", diga "esta eu vou lembrar" ou "esta eu vou dar uma boa resposta". Não é má idéia dizer, ao final dessa primeira lida, que gostou da prova.
b)Leia todas as perguntas. Agora sim, você deve fazer uma leitura calma e atenta. O tempo gasto vale a pena. Mantenha uma atitude positiva e sempre se pergunte o que o examinador quer saber naquela pergunta. Essa leitura inicial ajuda o cérebro a começar a procurar respostas. Com o tempo, você aprenderá a juntar estas duas primeiras leituras. Quando não tiver mais ansiedade para saber o que caiu, bastará fazer a leitura da letra "b".
c)Formule as respostas lendo o enunciado de cada uma delas por vez. Ao ler o enunciado, analise criticamente a questão a fim de procurar a resposta. Se quiser, sublinhe as palavras-chaves e anote ao lado da questão o que você deve ou quer dizer.
d)Se há algum texto para interpretar, proceda assim: sempre faça uma pré-leitura rápida (para aguçar a curiosidade do cérebro); leia todo o texto com calma; só depois vá fazer as questões (assim você evita o ping-pong entre o texto e as perguntas). Claro que se surgir uma dúvida você pode e deve voltar ao texto, mas esta técnica diminui tal intensidade.
No final da prova (depois de responder às demais questões, isto é, no tempo que sobrou), releia o texto e repasse as respostas. Quase sempre você verá algo novo e/ou poderá melhorar suas respostas.
Ao separar o tempo em provas de múltipla escolha, reserve um período, ao final, para marcar o cartão de respostas.
Em resumo: Leia a prova. Não rotule. Leia e descubra o que o examinador quer. Ele é o "dono da bola".


Fonte: Site PCI Concursos

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Concursos, aviadores, mozarts e outras reflexões num fim de tarde (William Douglas)

Antoine de Saint-Exupéry nasceu na França, em 1900, e morreu em 1944. Foi aviador de profissão e escritor por devoção. Foi piloto do correio aéreo na década de 1930, voando pela África, Argentina, Chile, Brasil etc. Foi um dos pioneiros da aviação comercial francesa e atuou na Segunda Guerra Mundial unindo-se à aviação Aliada em 1942. De espírito audaz, sentia-se melhor do que nunca quando estava no ar e, de preferência, realizando os vôos mais arriscados.
Exupéry viveu missões heróicas e soube transportá-las, bem como suas reflexões enquanto voava, para seus livros, e de maneira profunda. Seu livro mais conhecido "O pequeno príncipe", é um convite à reflexão para que as pessoas se humanizem, se cativem e se percebam. Mas o aviador-poeta tem outras contribuições à Humanidade.
Uma de suas fantásticas obras, ainda que não tão conhecida como a história do Pequeno Príncipe, é o livro Terra dos Homens (1ª ed. Especial. - Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2006). Nessa obra colhi o objeto de nossa conversa de hoje. Inicialmente, convido o amigo a ler o seguinte texto, extraído das páginas 138 a 140 de Terra dos Homens:
"Há alguns anos, durante uma longa viagem de estrada de ferro, resolvi visitar aquela pátria em marcha em que ficaria por três dias, prisioneiro, durante os três dias, daquele ruído de seixos rolados pelo mar. Levantei-me. Pela uma hora da madrugada corri os carros, de ponta a ponta. Os dormitórios estavam vazios. Os carros de primeira classe estavam vazios.
Mas os carros de terceira estavam cheios de centenas de operários poloneses despedidos na França, que voltavam para a sua Polônia. Caminhei pelo carro levantando as pernas para não tocar nos corpos adormecidos. Parei para olhar. De pé sob a lâmpada do carro, contemplei, naquele vagão sem divisões, que parecia um dormitório, que cheirava a caserna e a delegacia, toda uma população confusa, sacudida pelos movimentos do trem. Toda uma população mergulhada em sonhos tristes, que regressava para a sua miséria. Grandes cabeças raspadas rolavam no encosto dos bancos. Homens, mulheres, crianças, todos se viravam da direita para a esquerda, como atacados por todos aqueles ruídos, por todas aquelas sacudidelas que ameaçavam seu sono, seu esquecimento. Não achavam ali a hospitalidade de um bom sono.
E assim ele me pareciam ter perdido um pouco a qualidade humana, sacudidos de um extremo a outro da Europa pelas necessidades econômicas, arrancados à casinha do Norte, ao minúsculo jardim, aos três vasos de gerânio que notei outrora nas janelas dos mineiros poloneses. Nos grandes fardos mal arrumados, mal amarrados, eles haviam juntado apenas seus utensílios de cozinha, suas roupas de cama e cortinas. Mas tudo o que haviam acariciado e amado, tudo a que se haviam afeiçoado em quatro ou cinco anos de vida na França, o gato, o cachorro, os gerânios, tudo tiveram de sacrificar, levando apenas aquelas baterias de cozinha.
Uma criança chupava o seio de sua mãe que de tão cansada parecia dormir. A vida transmitia-se assim num absurdo e na desordem daquela viagem. Olhei o pai. Um crânio pesado e nu como uma pedra. Um corpo dobrado no desconforto do sono, preso nas suas vestimentas de trabalho, um rosto escavado com buracos de barro. Era como um desses embrulhos sem forma que se deixam ficar à noite nas bancas dos mercados. E eu pensei: o problema não reside nessa miséria, nem nessa sujeira, nem nessa fealdade. Mas esse homem e essa mulher sem dúvida se conheceram um dia, e o homem sorriu para a mulher; levou-lhe, sem dúvida, algumas flores depois do trabalho. Tímido e sem jeito, ele temia ser desprezado. Mas a mulher, por faceirice natural, a mulher, certa de sua graça, talvez se divertisse em inquietá-lo. E ele, que hoje é apenas uma máquina de cavar ou martelar, sentia assim no coração uma deliciosa angústia. O mistério está nisso: eles se terem tornado esses montes de barro. Por que terrível molde terão passado, por que estranha máquina de entortar homens? Um animal ao envelhecer conserva a sua graça. Por que a bela argila humana se estraga assim?
E continuo minha viagem entre uma população de sono turvo e inquieto. Flutua no ar um barulho vago feito de roncos roucos, de queixas obscuras, do raspar das botinas dos que se viram de um lado para o outro. E sempre, em surdina, o infatigável acompanhamento de seixos rolados pelo mar.
Sento-me diante de um casal. Entre o homem e a mulher a criança, bem ou mal, havia se alojado, e dormia. Volta-se, porém, no sono, e seus rosto me aparece sob a luz da lâmpada. Ah, que lindo rosto! Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. Inclinei-me sobre a fronte lisa, a pequena boca ingênua. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, Mozart criança, eis uma bela promessa da vida. Não são diferentes deles os belos príncipes das lendas. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos café-concertos. Mozart está condenado.
Voltei para o meu carro. E pensava: essa gente quase não sofre o seu destino. E o que me atormenta aqui não é a caridade. Não se trata da gente se comover sobre uma ferida eternamente aberta. Os que a levam não a sentem. É alguma coisa como a espécie humana, e não o indivíduo, que está ferida, que está lesada. Não creio na piedade. O que me atormenta é o ponto de vista do jardineiro. O que me atormenta não é essa miséria na qual, afinal de contas, a gente se acomoda, como no ócio. Gerações de orientais vivem na sujeira e gostam de viver assim.
O que me atormenta, as sopas populares não remedeiam. O que me atormenta não são essas faces escavadas nem essas feiúras. É Mozart assassinado, um pouco, em cada um desses homens.
Só o Espírito, soprando sobre a argila, pode criar o Homem."
Este trecho me fez companhia num final de tarde, ainda em Búzios, na mesma oportunidade em que preparei outro artigo para este espaço. E, lendo, não pude deixar de lembrar de cada um de vocês, concursandos, como seus próprios Mozarts.
Como diria Exupéry, "disse comigo mesmo: eis a face de um músico, Mozart criança, eis uma bela promessa da vida." Eis aqui, diante de meu texto, na tela do computador, eis aqui um Mozart em construção, uma bela promessa de (mais e melhor) vida: um concursando.
O aviador-poeta conseguiu ter a sensibilidade de ver a semente e a possibilidade de um Mozart em cada pessoa cansada naquela locomotiva. Mas, ao contrário daquelas pessoas, o Mozart diante de meu texto, diante dessa tela que é nossa fonte de comunicação, diante de mim há um Mozart se construindo, um Mozart que tem tudo para não se perder como se perderam tantos naqueles trens por onde seguia Exupéry.
Você é seu próprio Mozart, um artista em construção, autor de uma sinfonia possível e agradável. Autor de uma sonata trabalhosa, mas realizável.
Você é um Mozart, redigindo com seus atos e dias a música que vai ser tocada para você mesmo e para sua família, para seu país, para as pessoas a quem você - devidamente recompensado e remunerado - vai poder servir.
Você pode não estar se achando um Mozart... mas acredite, você é. Cada um tem sua vida, suas dificuldades, seus obstáculos a superar. Dificilmente nascemos um "Mozart". Essa construção é um processo, onde a grande diferença está em como nos posicionamos diante dos desafios da vida. Ou, como diria o próprio Exupéry, "O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo."
Boa música, Mozart.


Fonte: Site PCI Concursos

Curiosidades sobre a indústria dos concursos públicos


O cenário de intensa competição nos concursos públicos favoreceu o mercado de cursos preparatórios, editoras e bancas organizadoras. Confira aqui algumas estatísticas sobre os lucros de empresas voltadas para esse ramo e o perfil do candidato disposto a entrar na carreira pública:
CINCO MILHÕES
Cerca de cinco milhões de pessoas se inscrevem em concursos públicos em todo o Brasil.
VIAGENS
Há empresas especializadas somente em organizar viagens para levar candidatos para as provas em cidades distantes.
MERCADO PROMISSOR
É um mercado que movimenta R$ 1 bilhão por ano, entre taxas de inscrições (que ficam entre R$ 20 a R$ 150) e bancas examinadoras.
MIL CURSOS
Os cursos preparatórios e as editoras que publicam apostila faturam cerca de R$ 150 milhões por ano. Cerca de mil cursos preparatórios estão distribuídos pelo país.
PERFIL
Grande parte dos candidatos que concorrem a uma vaga em emprego público é composta por trabalhadores entre 20 e 35 anos.
EMPREGO ESTÁVEL
Jovens a partir dos 18 anos procuram a chance de conseguir emprego visando estabilidade profissional.
RECOLOCAÇÃO
Profissionais de 35 a 40 anos já buscam uma recolocação no mercado de trabalho.
GOVERNO FEDERAL
Entre 2003 e 2004, só o governo federal autorizou a criação de 40 mil postos.
MESTRE DOS CONCURSOS
O juiz federal Willian Douglas, que conquistou os primeiros lugares em diversos concursos, escreveu o best-seller “Como Passar em Concursos Públicos”, que já vendeu mais de 200 mil exemplares.
GASTOS
De acordo com especialistas, um candidato chega a gastar em média R$ 15 mil em preparação para um concurso, durante três anos.
EDITORA IMPETUS
Um dos destaques do segmento, a Editora Impetus, criada em 1998, faturou, só em 2003, 148% a mais em relação ao ano anterior.
MAGISTRATURA
Em São Paulo, a carreira pública jurídica é a que atrai mais candidatos. Há pouca preparação para concursos nas áreas técnica e fiscal.
ANPAC
De acordo com uma pesquisa da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), só em 2008 o número de inscritos aumentou em 160%.
TAXAS DE INSCRIÇÃO
Ainda segundo a Anpac, em 2007, mais de cinco milhões de pessoas tentaram vaga no serviço público brasileiro e movimentaram cerca de R$ 500 milhões, somente com taxas de inscrição. Outros R$ 150 milhões foram arrecadados pelos cursos preparatórios e pelas editoras.

Fonte: Site Banco de Concursos

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Super-herói (William Douglas)


Recebi a seguinte mensagem na minha comunidade, no Orkut:
"Por que o William nunca cita, em suas entrevistas, que já fez parte de um grupo teatral e que montou um espetáculo infantil em 1984? O grupo se chamava Espalhafatos e a peça tinha o mesmo nome do grupo. William vivia um super-herói na peça. Quando ele entrava em cena, o músico Tchelo, que compôs todas as músicas da peça, entoava: "Super lindo, super forte, super-herói, super, super, super.. Ele pode tudo, ele tudo pode, ele corre, voa, pula e se sacode... Ele quebra tudo, ele tudo quebra, ele mexe, vira, se coça e requebra..." Bem, a profecia foi cumprida: William se tornou um super-herói da vida real, pelo menos dos aspirantes a concursos, certo? Só que não deveria apagar da memória o período que atuou como ator em grupo de teatro amador".
Bem, primeiro, uma explicação: não cito esse fato corriqueiramente porque o mesmo não tem relação imediata com os concursos e, em geral, faltam tempo e espaço nas entrevistas. Quanto a participar de teatro, até que cito quando posso, pois foi uma fase muito especial na minha vida e que me trouxe muitas vivências e experiências importantes. Foi muito legal ter participado do Espalhafatos.
Tudo começou com curso de teatro no SESC, com a preparação de uma peça, ensaios etc. Logo depois virou peça mesmo, no circuito comercial. Lembro que toda semana recebia minha parte dos ingressos (o cachê!) e comprava tudo em LPs, de vinil (sim, sou dessa época).
Foi uma experiência fantástica. Conheci coisas muito diferentes do mundo "enredomado" no qual vivia, de igreja protestante etc.
Vi novos tipos, pessoas que não faziam parte de meu contexto, dos grupos onde vivia. Conheci muitas pessoas bacanas, entre as quais o Chico Maciel, o autor do texto da peça que encenávamos. Era um homem vindo da favela, negro, menino pobre e prodigioso, que ganhou um prêmio por sei lá o quê e foi para a Europa passar uns dias. De ele ver tanta riqueza, decência, organização, em comparação com o lugar de onde vinha, acho que a Europa surtou o Chico.
Injustiça incomoda, dói. Chico era poeta de primeira, e bom autor. Pegou uns poemas meus, puros projetos de poesia, e os transformou em poesia rara. E me fez um poema bem bonito, em inglês (veja que luxo): "will i am". Chico bebia, o que lhe fez mais mal ainda.
Outro amigo, de pouco tempo, Carlo Carrenho, morou em Estocolmo e está trabalhando agora no Brasil, do lado da Favela da Maré. Carlo tem sofrido e está escrevendo um livro que lhe encomendei: "O que Estocolmo me ensinou sobre a Favela da Maré". Mas este já é outro assunto.
Como disse, costumo comentar que já fiz teatro vez ou outra. Falava mais sobre o assunto nos meus tempos de Tribunal de Júri. O teatro está anotado no coração.
Recentemente fiz mais um pouco (coisa de uns seis anos), um curso de férias na CAL, em Laranjeiras. Foi legal, mais uma vez. E saí com mais uns poemas, em especial um, que falava dos olhos de Maria Rita (moça com predicados que escorrem de suas íris até todo o resto seu e mais o que lhe passa em torno). Bem, estou escrevendo minha "autobiografia não-autorizada" e esta fase estará lá, com certeza. Se alguém souber onde anda o Chico Maciel, me avise, ok?
E o que tudo isso tem a ver com concurso? Além do super-herói, um enganador meio "Tio Sam" em versão tupiniquim, e do povão no ônibus. Tanto o enganador, quanto o super-herói, eram versões nacionais.
O malandro que eu encarnava, vestido de Tio Sam verde e amarelo, tentava enganar os outros para se dar bem. Era um infeliz, tão pobre e ferrado quanto os demais na peça, todos sul-amaricanos, "cucarachas". No meio da peça ele se toca que explorava quem era tão infeliz quanto ele. O canastrão evolui, cresce. De repente, descobre que não é enganando os iguais, o próximo, que conseguiria alguma coisa. Ele aprende que não vale a pena jogar sujo, que isso só piora as coisas.
A Menina das Mariolas, que era a personagem central, ao ver o super-herói tão poderoso, pedia para ele (que voava, era forte etc) resolvesse o problema da falta de comida e de escola. Em resposta, o super-herói dizia que ele não trabalhava com essas coisas... esses problemas ele não sabia resolver.
O Chico era um crítico social de mão-cheia. A roupa do super-herói era impagável. Minha mãe se esmerou e fez um colete de espuma com o desenho dos músculos. Sobre o colete, uma roupa branca com capa e calção listrado de vermelho, branco e amarelo. E meus braços e pernas esqualidérrimos, fazendo um contraste hilariante. Óculos escuros, tênis vermelhos com asinhas, cinto de utilidades etc. Só de ver já morriam de rir.
Hoje, como juiz federal (e cada servidor público em seu respectivo mister), acho que sou mais "poderoso" do que meu antigo personagem, pois, afinal, nós servidores somos mais úteis às meninas e meninos pobres do que o voador de capa e glamourizado. Se me transformei em super-herói, como gentilmente o amigo citou, é porque me despi da idéia de "super", passando a ser apenas alguém que tinha um objetivo e foi atrás dele. Os heroísmos que aprendi a admirar e a perseguir são os do cotidiano. As vitórias foram colhidas com a ajuda de Deus e o aprendizado num jardim de derrotas e reveses muitas vezes dolorosos.
O heroísmo mais refinado é o do cotidiano: o "fazer a coisa certa", jogar com as cartas que vierem à mão, aproveitar o dia, ter um plano, beijar a pessoa amada (casar-se com ela, se possível), visitar a mãe, ajudar alguém, olhar a paisagem. Herói é você, que está ralando para estudar apesar de tudo. Heróis somos nós, os servidores públicos, parte da solução que a menina buscava. Herói é qualquer um, servidor ou não, que faz sua parte. A vida é, como já disse no livro A última carta do tenente, irresistível. Frase que aprendi com Tânia Fróes. Ainda segundo ela, "a vida não tem ensaio: é espetáculo que estréia todo dia".
Aproveite o show!

Fonte: Site PCI Concursos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Concurso é maracutaia! (William Douglas)


Essa é uma das frases que constam em um e-mail que recebi. Ela não é a mais importante, talvez a menos importante, mas a escolhi como título da conversa de hoje.
A frase foi pronunciada algumas vezes (talvez várias) por pessoas que queriam o bem de um concursando... E, por isso mesmo diziam para ele "sair fora" desse projeto maluco pois, afinal, "concurso é maracutaia".
O então concursando se chama Sérgio Bezerra Torres, que felizmente não aceitou os conselhos, dados com boa intenção, por seu pai e irmãos e, hoje, é servidor público.
O Sérgio, quando ouvia isso, ainda não tinha passado em nenhum concurso, e, claro, não deve ter sido fácil lidar com essa "opinião coletiva" sobre o projeto sobre o qual ele se dedicava.
Seja como for, Sérgio passou. Em um, em outro... mais outro. E as coisas mudaram.
Sérgio me escreveu uma gentilíssima e simpática carta, vinda por e-mail, que transcrevo e, em seguida, comento.
---Mensagem original---
Enviada em: quinta-feira, 26 de julho de 2007 15:12
"Olá, William! Olha! Nem sei como começar! Primeiro te agradecendo! MUITO OBRIGADO WILLIAM! Sei que você deve receber diversos e-mails com histórias de sucesso. Bem, gostaria também de compartilhar a minha com você como uma forma de agradecimento. Quando saí da Aeronáutica me vi à mercê do comércio. Nos dois primeiros meses de trabalho, quando recebi o meu salário, parei, raciocinei ... se eu continuar a ganhar isto vou precisar de umas dez vidas para conseguir o que quero, era o meu sonho, uma moto esportiva que custa R$ 53.000,00. Foi quando decidi estudar. Continuei trabalhando, agüentando aquela situação e usando o dinheiro para fazer cursinhos e comprar materiais de estudo. Quando me abasteci de material resolvi largar o emprego. E comecei estudando manhã tarde e noite, escutando críticas e críticas de meus irmãos e de meu pai. Concurso é maracutaia, diziam eles. E eu dizia, que quem chegasse lá sabendo a matéria não teria como não entrar. Apenas minha mãe me observava e acompanhava meu esforço. Disse a ela: "mãe, sei que não vou ter dinheiro para sair ou para comprar roupas ou para sequer arrumar uma namorada, mas eu vou pagar o preço e vou conseguir!" Na época eu tinha uma certa dificuldade em língua portuguesa, e que, após mais uma colocação desastrosa, resolvi estudá-la. Minha atitude "NÃO VIRO UMA PÁGINA DESTE LIVRO ENQUANTO NÃO APRENDER O QUE TEM ESCRITO NELA". Resultado? Aprendi a matéria e me apaixonei por ela. Minha resistência era porque eu não sabia a matéria. Aí pensei! NÃO IMPORTA A MATÉRIA! BASTA EU APRENDÊ-LA QUE PASSAREI A GOSTAR DELA! Foi quando uma amiga minha que me ajudava em língua portuguesa e que dava aulas particulares me convidou para ensinar também, uma coisa somou-se a outra, agora eu tinha um novo estímulo, estava sendo remunerado pelo meu estudo. Quando conheci o seu livro, acredite William, li seu livro, o antigo, aquele bem grosso, quase todo em uma semana. A ferramenta que eu precisava para alcançar meus objetivos. Minha pior dificuldade... MUDAR VELHOS HÁBITOS. Mas como diz aquele ditado japonês "ÀS VEZES É NECESSÁRIO DAR UM PASSO ATRÁS PARA ANDAR DEZ NA FRENTE". Tive de me habituar a fazer O CERTO. William e quando consegui mudar meus hábitos... ahhh meu amigo! 2º COLOCADO no concurso para a Guarda Municipal de Recife. Fui para lá para ganhar R$ 400,00 por mês e R$ 100,00 de ticket alimentação. Mais críticas... "como é que tu vai sobreviver em Recife com R$ 400,00?" diziam meus irmãos. Fui para lá para freqüentar os bons cursinhos... precisava de ritmo e de aumentar meu nível. Eu era batedor, trabalhava de moto. Tinha dias que eu parava a moto, abria aquele baú que fica atrás escondia o livro ali e ia estudar, no meio da rua, com a moto estacionada, e a população pensava que eu estava multando alguém. Viajava para casa às vezes apenas com o dinheiro da passagem de ida e volta. Veio o próximo concurso, e fui novamente 2º COLOCADO no Corpo de Bombeiros de Pernambuco. O salário era maior e os primeiros colocados tinham direito a escolher em que cidade seriam lotados. Já fiquei muito alegre sabendo que iria voltar para casa. Veio o próximo concurso TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL, e advinha William fui o 8º COLOCADO para Técnico Judiciário atividade que atualmente exerço. Resolvi então fazer o vestibular para Direito e passei em 23º. Visando o próximo concurso para Analista Judiciário. Hoje, já comprei meu terreno, começo a construir minha casa ano que vem, construí dois apartamentos que estão alugados, tenho meu carro, mas A MOTO só vou comprá-la quando construir minha casa. Por tudo isso William eu te devo muito, sua ajuda tem sido fundamental para o meu crescimento. E como forma de agradecimento, embora não nos conheçamos, eu falo muito de você, mas muito mesmo. Divulgo seu livro para todos aqueles que me perguntam como eu fiz. Mas também sempre faço questão de dizer que seu livro é apenas uma ferramenta, primeiro tem de se querer! OBRIGADO WILLIAM! MUITÍSSIMO OBRIGADO! Que Deus te abençoe. Quando puder gostaria muito de agradecer pessoalmente. Um forte abraço! Sim faltou dizer o momento mais emocionante dessa minha caminhada. Um dia minha mãe se aproximou de mim com um cartão e um brinquedo, era uma gaivota. Estávamos sozinhos no meu quarto. Aí ela me disse "Olhe meu filho procurei uma águia para te dar de presente, pois você agiu como uma em direção a seus objetivos, mas não encontrei. Encontrei melhor, uma gaivota, porque ela tem de se esforçar muito mais que uma águia quando voa de um continente a outro e foi isso que você fez." Não agüentei! Comecei a chorar e me abracei com ela! Ela disse ainda: "O que você fez não fez só por você. Você agora é um exemplo para sua família e motivo de orgulho para seus pais!" SEM PALAVRAS!!"
Minha resposta, quase imediata, foi:
"Sérgio:
Uau, que história!
Obrigado e vários parabéns, amigo.
Você me permite dar publicidade a sua carta? Ela é inspiradora.
Me diga se posso e se você prefere que eu cite ou não cite seu nome.
Vou lhe responder depois, com calma, pois estou indo p/ o aeroporto. Quero fazer isso com calma.
Com abraços,
William Douglas
Em seguida, Sérgio me respondeu autorizando a citação da carta e incluiu mais algumas informações:
"quando passei para Técnico paguei uma excursão para minha mãe para o Sul do país.
Consegui também no meu emprego uma Função de Confiança, sou Supervisor Administrativo desde que entrei.
Outra, todos os meus irmãos agora estudam para concurso. Minha irmã mais nova, que é dentista, passou em um na sexta colocação e está esperando o resultado final de outro.
Abraço.
Seu amigo.
SÉRGIO BEZERRA TÔRRES (Caruaru-PE)."
Pois é.
Primeiro, Sérgio:
Tenho orgulho de você, cara. Sei que não foi fácil, mas você conseguiu.
Você é dos bons, não é à toa que já está como Supervisor Administrativo. Se quisesse, você poderia continuar no cargo atual o resto da vida e já estaria ótimo. Também, se desejar, pode dedicar-se a outros projetos, mas pelo visto você fará Direito e, em breve, será advogado, promotor, procurador, auditor, delegado, juiz... são várias as opções. O mundo é seu, ao menos quando o assunto é: possibilidades e escolhas.
Como sua mãe já disse, você é um exemplo.
E também é mais uma prova de que "concurso não é maracutaia". Embora vez ou outra a gente pegue alguém tentando fraudar os concursos, isso não é a regra. Não espanta que haja fraudes, pois não existem ilhas de santidade no mundo dos homens. Não poderia ser diferente, em uma raça, a humana, e um país, o nosso, onde o caminho mais fácil é sempre tentador. Tentador, mas mau negócio, é claro.
O jeito mais fácil é o mais trabalhoso, o mais seguro e o mais demorado.
Assim, parabéns, mais uma vez. É uma história bonita e você a escreveu.
Espero que se aliste na revolução: www.revolucao.info
Estamos, o serviço público e o povo, precisando de você.
Espero que você aproveite seu sucesso para ser feliz e para tornar a felicidade algo possível ou, ao menos, mais próximo para as pessoas ao seu redor, desde a sua família até ao cidadão sofrido que vai torcer para você ser um bom servidor. Claro que seu poder de influência ultrapassa o cercado de sua repartição. Você é influente em diversos espaços, desde sua casa, seu bairro, igreja, associação, enfim, em todos os lugares que freqüenta ou freqüentará na sociedade onde vive. Hoje mesmo soube de uma voluntária no Inca, trabalhando com crianças. Ela é influente lá, onde estavam precisando dela.
Não sei quais são os seus planos, mas sei que você pode realizá-los.
No meu caso, depois do concurso vieram a carreira, aulas, cursos, livros... editora. E, ainda depois, a maratona: 42 km... Em todos esses desafios e sonhos, o aprendizado com os concursos e o que o concurso proporcionou de tempo, estratégia e recursos ajudou tremendamente.
Então... é isso. Parabéns. Também fico feliz por sua família... e você mandou muito na "viagem-presente" para sua mãe. Essas coisas são demais, são as que levamos da vida.
Abraço do colega concurseiro e servidor,
William Douglas"
Agora vamos rever alguns pontos sobre concursos.

AGRADECER
SÉRGIO: "Olá, William! Olha! Nem sei como começar! Primeiro te agradecendo! MUITO OBRIGADO WILLIAM!"
WILLIAM: Sérgio me agradece, legal. E eu agradeço a ele.
Ser grato ajuda em tudo. A gratidão também ajuda durante a preparação. Seja grato pelas coisas e oportunidades que tem, mais do que revoltado pelas coisas e oportunidades que não tem, e sua vida fluirá melhor. Isso tem a ver com PNL, mentalização, energia... Com o que você quiser. Apenas saiba que funciona: seja grato. Você está vivo e já sabe ler. Isso já é bastante coisa.

INDIVIDUALIDADE
SÉRGIO: "Sei que você deve receber diversos e-mails com histórias de sucesso. Bem, gostaria também de compartilhar a minha com você como uma forma de agradecimento."
WILLIAM: Ainda assim gosto de ouvir/ler cada depoimento.
Somos únicos, e minha história com os concursos seria menos rica sem o compartilhamento com a sua, que só agora vim a conhecer, mas que confirma credos e certezas que eu já trazia comigo.

O DESEJO DE MUDANÇA
SÉRGIO: "Quando saí da Aeronáutica me vi à mercê do comércio. Nos dois primeiros meses de trabalho, quando recebi o meu salário, parei, raciocinei... se eu continuar a ganhar isto vou precisar de umas dez vidas para conseguir o que quero, era o meu sonho, uma moto esportiva que custa R$ 53.000,00. Foi quando decidi estudar."
WILLIAM: A moto, na verdade, foi só a catalisadora da mudança, tanto que você já poderia ter comprado a dita cuja e ainda não o fez. A moto foi só o pretexto. Aliás, depois que você descobriu que pode tê-la, só isso já te dá quase tanto prazer quanto ter a moto, não?
O fato é que, em determinado momento, você avaliou sua vida e descobriu que queria mais, que queria alguns progressos.
Felizmente, entendeu também que mudanças exigem mudanças! E esteve disposto a buscar alternativas (estudar) e as buscou (estudou).
A PNL diz que "se você fizer o que sempre fez vai ter os resultados que sempre teve". Logo, se queremos mudar nosso futuro, comecemos por mudar as coisas no nosso presente.
No momento, você adia a moto "trocando-a" por outros objetivos. Também vale.

SACRIFÍCIOS
SÉRGIO: "Continuei trabalhando, agüentando aquela situação e usando o dinheiro para fazer cursinhos e comprar materiais de estudo. Quando me abasteci de material resolvi largar o emprego."
WILLIAM: "Agüentando a situação". Basta dizer isso. Quem quer passar, tem que agüentar a situação, segurar a vida presente do melhor jeito que der e ainda arrumar tempo para estudar e treinar. Isso exige sacrifícios.

FAMÍLIA
SÉRGIO: "E comecei estudando manhã tarde e noite, escutando críticas e críticas de meus irmãos e de meu pai. "Concurso é maracutaia", diziam eles. E eu dizia, que quem chegasse lá sabendo a matéria não teria como não entrar. Apenas minha mãe me observava e acompanhava meu esforço.
WILLIAM: Educadamente, mas não podemos deixar nossa família matar nosso sonho. E mãe é mãe (rs).

A PIOR MATÉRIA - E UMA ESTRATÉGIA DE ESTUDO
SÉRGIO: "Na época eu tinha uma certa dificuldade em língua portuguesa, e que, após mais uma colocação desastrosa, resolvi estudá-la. Minha atitude "NÃO VIRO UMA PÁGINA DESTE LIVRO ENQUANTO NÃO APRENDER O QUE TEM ESCRITO NELA". Resultado? Aprendi a matéria e me apaixonei por ela. Minha resistência era porque eu não sabia a matéria. Aí pensei! NÃO IMPORTA A MATÉRIA! BASTA EU APRENDÊ-LA QUE PASSAREI A GOSTAR DELA! Foi quando uma amiga minha que me ajudava em língua portuguesa e que dava aulas particulares me convidou para ensinar também, uma coisa somou-se a outra, agora eu tinha um novo estímulo, estava sendo remunerado pelo meu estudo."
WILLIAM: É a sua pior matéria, a que você menos gosta, que vai lhe reprovar... a menos que você mude de atitude e de comportamento em relação a ela. Para aprender uma matéria, um bom caminho é começar a dar aulas sobre a mesma. Isso não só ajuda a aprender e a fixar, como ajuda ao próximo e pode ser o começo de mais uma carreira, paralela ao concurso: o magistério. Não que todo mundo que dá aula vai virar professor, mas acontece.
LIVROS
SÉRGIO: "Quando conheci o seu livro, acredite William, li seu livro, o antigo, aquele bem grosso, quase todo em uma semana. A ferramenta que eu precisava para alcançar meus objetivos. Minha pior dificuldade... MUDAR VELHOS HÁBITOS. Mas como diz aquele ditado japonês "ÀS VEZES É NECESSÁRIO DAR UM PASSO ATRÁS PARA ANDAR DEZ NA FRENTE". Tive de me habituar a fazer O CERTO. William e quando consegui mudar meus hábitos ... ahhh meu amigo!"
WILLIAM: Livros ajudam. Cada matéria tem um livro, ou mais que um, ou um resumo, ou um tratado, ou um livro de questões exatamente da Banca que irá preparar sua prova. Não abra mão dos bons livros e apostilas.

RESULTADOS - "CONCURSO-ESCADA"
SÉRGIO: "2º COLOCADO no concurso para a Guarda Municipal de Recife. Fui para lá para ganhar R$ 400,00 por mês e R$ 100,00 de ticket alimentação. Mais críticas... "como é que tu vai sobreviver em Recife com R$ 400,00?" diziam meus irmãos. Fui para lá para freqüentar os bons cursinhos... precisava de ritmo e de aumentar meu nível. Eu era batedor, trabalhava de moto. Tinha dias que eu parava a moto, abria aquele baú que fica atrás escondia o livro ali e ia estudar, no meio da rua, com a moto estacionada, e a população pensava que eu estava multando alguém. Viajava para casa às vezes apenas com o dinheiro da passagem de ida e volta. Veio o próximo concurso, e fui novamente 2º COLOCADO no Corpo de Bombeiros de Pernambuco. O salário era maior e os primeiros colocados tinham direito a escolher em que cidade seriam lotados. Já fiquei muito alegre sabendo que iria voltar para casa. Veio o próximo concurso TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL, e adivinha William fui o 8º COLOCADO para Técnico Judiciário atividade que atualmente exerço."
WILLIAM: Com o tempo, os resultados chegam. Em geral, a pessoa é reprovada várias vezes, ou passa muito lá atrás sem a menor chance de ser chamada. É assim mesmo. Como se pode ver, o Sérgio fez o "´concurso-escada": vai fazendo, vai passando... e vai utilizando as vitórias parciais para pavimentar o caminho para as vitórias maiores. Repare que sempre houve um interesse em cursos e livros... isso, como disse, ajuda bastante.

NOVOS PROJETOS
SÉRGIO: "Resolvi então fazer o vestibular para Direito e passei em 23º. Visando o próximo concurso para Analista Judiciário. Hoje, já comprei meu terreno, começo a construir minha casa ano que vem, construí dois apartamentos que estão alugados, tenho meu carro, mas A MOTO só vou comprá-la quando construir minha casa."
WILLIAM: O bom desempenho no "projeto concursos" abre portas para novos projetos. Alguns surgem naturalmente, como fazer Direito; outros se apresentam como possíveis a partir do momento em que sabemos que podemos fazer coisas novas, a partir do momento em que nos tornamos pessoas mais organizadas, autoconfiantes e seguras.
Desistir dos concursos pode envolver um dano maior do que perder as vantagens do cargo almejado. Se a pessoa desiste sem vencer suas dificuldades e limitações pessoais, ela estará abrindo mão de uma evolução e aperfeiçoamento pessoal que farão falta em outros projetos, por mais diferentes que sejam. Assim, recomendo que ninguém desista dessa carreira antes de uma aprovação efetiva, para que possa se forçar à construção de si mesmo, tanto no aspecto emocional, quanto no intelectual, passando pela organização de horários, prioridades etc.

AGRADECER, DE NOVO
SÉRGIO: "Por tudo isso William eu te devo muito, sua ajuda tem sido fundamental para o meu crescimento. E como forma de agradecimento, embora não nos conheçamos, eu falo muito de você, mas muito mesmo. Divulgo seu livro para todos aqueles que me perguntam como eu fiz. Mas também sempre faço questão de dizer que seu livro é apenas uma ferramenta, primeiro tem de se querer! OBRIGADO WILLIAM! MUITÍSSIMO OBRIGADO! Que Deus te abençoe. Quando puder gostaria muito de agradecer pessoalmente. Um forte abraço!"
WILLIAM: Bem, eu também te agradeço. Inclusive por citar o essencial, o primeiro passo: "querer". Sem vontade nada pode ser alcançado, nem aliado nenhum pode nos ajudar. Obrigado por ajudar a divulgar não só meu trabalho, mas, também, a lição mais importante, que é a de que qualquer um pode chegar lá, desde que realmente o queira.

RECOMPENSAS EMOCIONANTES
SÉRGIO: "Sim faltou dizer o momento mais emocionante dessa minha caminhada. Um dia minha mãe se aproximou de mim com um cartão e um brinquedo, era uma gaivota. Estávamos sozinhos no meu quarto. Aí ela me disse "Olhe meu filho procurei uma águia para te dar de presente, pois você agiu como uma em direção a seus objetivos, mas não encontrei. Encontrei melhor, uma gaivota, porque ela tem de se esforçar muito mais que uma águia quando voa de um continente a outro e foi isso que você fez." Não agüentei! Comecei a chorar e me abracei com ela! Ela disse ainda: "O que você fez não fez só por você. Você agora é um exemplo para sua família e motivo de orgulho para seus pais!" SEM PALAVRAS!!"
WILLIAM: Águia... gaivota... mães... bichos fantásticos. A vida é muito mais bonita quando se tem a oportunidade de viver esses momentos. Qualquer um que pagar o alto preço de esforço e dedicação terá suas recompensas emocionantes. Elas não serão necessariamente como as do Sérgio, mas cada um terá suas recompensas. E, mesmo que não houvesse nenhuma, olhar-se no espelho e saber o quanto custou e até onde se foi já é algo emocionante.

GASTANTO A GRANA
SÉRGIO: "quando passei para Técnico paguei uma excursão para minha mãe para o Sul do país."
WILLIAM: Os primeiros vencimentos devem ser curtidos ao máximo, com as justas premiações e homenagens. Com o tempo, é preciso aprender a administrar a grana. Não importa quanto se ganha, mas como se gasta. Michael Jackson ganhava muito e está quebrado. Um pouco de administração financeira e a leitura de livros sobre o tema vai ser de grande valia. Entre os cuidados com o dinheiro, além do planejamento, valem a pena o investimento e cuidado com alguns pontos. Uma parte se gasta com as despesas, outra se guarda/poupa/investe, outra se investe em estudo e aperfeiçoamento e, essencial, alguma parte (mesmo que pequena) se gasta em prazer pessoal/familiar. Isso é importante. Também recomendo que a pessoa separe 5 ou 10% de seus ganhos para ajudar os necessitados. Um caminho interessante é ajudar alguém a estudar, bancando cursos, livros etc. Essa ajuda tem a virtude de criar outras pessoas capazes de se sustentarem e de ajudar novos beneficiários. Seja como for, todas as religiões do mundo ensinam a "lei do retorno": tudo o que você faz, o bem ou o mal, retorna multiplicado para você.

O PODER DO EXEMPLO
SÉRGIO: "Outra, todos os meus irmãos agora estudam para concurso. Minha irmã mais nova, que é dentista, passou em um na sexta colocação e está esperando o resultado final de outro."
WILLIAM: Seu exemplo de vitória, e de que o sistema funciona, continua trazendo resultados. Seus irmãos terão sucesso, assim como sua irmã já está tendo. Parabéns a todos, vocês são uma família de sucesso. Agora, o desafio é transformar tudo isso em sabedoria e felicidade.
É isso. Espero que essa conversa seja útil a quem tiver chegado até aqui.
A vitória está ao nosso alcance. Ao seu alcance.


* William Douglas, 40 anos, é Juiz Federal, Professor universitário, Mestre em Direito, especialista em Políticas Públicas e Governo, e autor de diversos livros, entre os quais Como passar em provas e concursos e Direito Constitucional - Teoria e 1.000 questões. Foi 1º colocado nos concursos para Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia.www.williamdouglas.com.br

Fonte: Site PCI Concursos

Mensagem